30 de setembro de 2010

Sou uma pessoa que tem muito medo.
São tantos que fosse melhor ter começado o texto com a frase acima no plural.
Como já disse antes já fiz horas e horas de terapia (psicanálise, comportamental e as 2 misturadas)e esse sempre foi um tema recorrente, apesar de nunca ter sido o tema central.
Agora, de um tempo pra cá, isso tem me incomodado bastante.
To cansada de ter tanto medo, pois o medo faz com que eu me desgaste em situações e pensamentos aparentemente irrelevantes.
E sabem o que eu acho pior nisso tudo? É que pensar nas coisas que eu penso e me causam medo, simplesmente, me apavora.
Vocês não tem noção de como está sendo difícil escrever isso. Como meu coração ta disparado, como é complicado pra mim.
Mas estou aqui escrevendo por que sempre me disseram que seria bom resgatar de onde vem isso e trabalhar, pois, assim, quem sabe ele sumiria.
Lembro de começar a sentir medo ainda criança, muito criança. Tinha pesadelos e imagens de que todos tinham morrido e eu ficaria sozinha.


Já consegui escrever muito sobre esse assunto hoje. Amanhã ou outro dia continuo...

29 de setembro de 2010

Pensando na vida...

Estou em casa desde segunda-feira literalmente de pernas para o ar e usando esse tempo pra fazer absolutamente nada.
Nesse momento de ócio que percebi o quanto fico pensativa e reservada quando me vejo sem horários rígidos, sem obrigações pré-determinadas.
Consegui perceber uma reação em cadeia: quanto mais tempo ocioso eu tenho, mais penso na vida e quanto mais penso na vida, mais sinto insatisfação e angústia.
Na realidade tive um insingth disso a um tempo atrás e por não saber lidar ou não querer lidar com essa questão deixei pra lá e tentei me manter ocupada.
Pensei em me ocupar novamente logo que percebi que estava inquieta, pensativa e reservada para não lidar com esse sentimento, como já é costumeiro, mas percebi que semana passada um amigo tinha me dito pra explorar esses sentimentos que surgem do inesperado, que aparentemente não tem fundamento para que eu possa me entender verdadeiramente e seguir meu caminho feliz.
Na hora até pensei: ele acha que não estou feliz? Sou Feliz. Vivo sorrindo, brincando, então sou feliz.
Mas depois, pensando bem e partindo do princípio de que ele não ganharia nada em me dizer aquilo, que a fala dele poderia ser de coração resolvi refletir.
Estava certa de que quando encontrasse um tempinho na minha vida "atribulada" eu iria refletir sobre isso... Quem sabe nas próximas férias ou num feriado prolongado, mas ainda iria pensar no assunto.
E agora estou aqui, nessas mini férias forçadas, refletindo sobre felicidade, satisfação e inquietação.
Nesse tempinho de reflexão já me passaram as seguintes idéias:
- Quero viver de arte, ser mais espontânea, morar sozinha, ter meus cachorros e blá, blá, blá...
- Quero me casar, ter um casa aconchegante, ter filho, cuidar deles e do meu marido e ser feliz pra sempre...
- Quero viajar pelo mundo sem um pouso certo, viver do meu trabalho em cada lugar que eu estiver, conhecer pessoas novas e seguir vivendo...
O que há de comum nessas reflexões?
Nenhuma delas reflete ao menos 1 aspecto da minha vida hj e para realizar meu ideal de vida eu não conservaria muitas coisas da minha vida atual...
Quero tudo ao mesmo tempo e não sei quando realmente estou feliz, por exemplo, quando estou na caixa (na maioria dos dias) me sinto feliz, mas quando estou fazendo outros trabalhos tb me sinto mto feliz.
Acho que na realidade gosto do fato de "estar trabalhando", da ação, do movimento e realmente não gosto do trabalho burocrático onde não vejo relação dele comigo... a atividade fim para qual trabalho não me agrada por não me "tocar".
Então, acho que sou assim, gosto de trabalhar, mas em algo que me "toque", me desmotivo fácil e não consigo lidar bem com críticas, sendo que a pior crítica sempre vem de mim.
Queria que alguem, uma terapia, um livro, sei lá, alguma coisa me fizesse entender realmente como faço pra me sentir capaz de tomar as redeas da minha vida e decidir o que é melhor pra mim.
Quero não ter medo de tomar a decisão, não quero mais ser levada pela maré e me sentir uma estranha quando perceber que boa parte das coisas da minha vida aconteceram, simplesmente, aconteceram. Não foram coisas buscadas e mesmo quando tive algum esforço não sei de onde surgiu a vontade inicial.
Não sei se consegui me explicar...
Mas quero mudança! Rápida e geral... Quero tomar alguma atitude sem medo de me arrepender, sem ficar tentando imaginar todas as 1001 opções de acontecimentos que podem ocorrer caso eu tome essa ou aquela decisão...
Quero viver e ser feliz!
Quero me sentir livre e despreocupada!
Quero ser eu!
Quero não sentir mais medo!
Sim...
É isso. Sem medo!

18 de julho de 2010

To aqui...

Depois de tanto tempo sem escrever, tanta coisa pra dizer, mas sem motivação...aqui estou novamente.
Me impressionei um dia desses quando uma amiga me perguntou porque não escrevia mais neste blog. Numa questão de milésimos de segundos enquanto eu pensava "Sei lá... Nem havia notado!" fui surpreendida pela resposta dela "Sinto falta de ler seus posts..."
Neste momento, uma situação piegas e inesperada me aconteceu. Quase sem folego, busquei um pouco de oxigênio que parecia me faltar e respondi calmamente "Obrigada, querida. Quero voltar a escrever mesmo" e mudei de assunto.
Meu coração estava disparado, meu corpo havia aquecido de tanto sangue que corria dentro de mim e a sensação de satisfação e orgulho (vejam só... ORGULHO) tomavam conta de mim.
Talvez tenha sido, e isso é bem provável, um comentário despretensioso, carinhoso de uma amiga educada e gentil, sem compromisso com a realidade da ação.
Mas pra mim foi tão importante, me fez tão bem que não conseguiria descrever aqui, não saberia definir e redigir os gritinhos de satisfação do meu ego dentro do meu corpo. Cada som de exaltação que eu ouvia surgia como se houve outro em mim, personificado e se vangloriando das minhas próprias ações.
Então... dias depois desse encontro, pensativa de como é bom um elogio e de que podemos surpreender e até mesmo mudar a vida de alguém com simples palavras, com gestos singelos de delicadeza e de amizade me peguei travada... Não conseguia escrever. Cheguei a entrar no blog, mas nada...
Tudo isso porque a expectativa havia aumentado... Não era mais o meu blog onde eu não me preocuparia com um texto perfeito, agora tinha um leitor, real ou imaginário, mas pra mim era um leitor e isso me trazia responsabilidade e com isso a minha velha conhecida: a COBRANÇA.
Putz! Agora vou ter que ser perfeita, apesar de nunca conseguir. Tudo estava indo tão bem. Eu tava aqui na minha vidinha, nem me lembrava mais do blog, mas essa questão insiste em continuar aqui na minha cabeça. Ai pensei... se não vai sair por bem, agora vai sair por mal...
Comecei uma auto análise. Análise mesmo, daquelas que você busca recordações láááááá da sua primeira infância até os dias de hoje. Não foi tão difícil como imaginei, já que fiz inúmeras análises com psicólogos, aquelas com divã e tudo mais.
Percebi que desde muito cedo, mas muito cedo mesmo acreditei firmemente que se eu não conseguia atingir um alto grau de "especialização" e de acabamento naquilo que eu estava me propondo a fazer, então aquilo não era bom o bastante para ser apresentado à alguém.
Comecei a enumerar: natação, pintura em tecido, violão, catequese, dança, pintura em tela, xilogravura, desenho, fotografia, arte eletrônica, teatrinho, lecionar, estudar para concurso, mestrado, performance, escrever...
Em nada disso eu conseguia perceber alguma qualidade, ou melhor, habilidade em mim.
Não terminei nada disso... A faculdade, quando ainda cursava, pensei em abandonar por não me achar digna o suficiente para estar ali.
Vocês podem estar pensando: Falta de força de vontade dela! E lhes digo... Estão certos!
Não vou ficar aqui me justificando, porque a verdade é essa, mas o motivo, a razão de eu ter esse pequeno modo de ver a vida eu ainda não identifiquei. Fico pensando, remuendo e sinto raiva, pois lá no meu interior existe alguém que quer ser visto.
Talvez seja aquele outro que eu disse lá em cima que gritou, pulou, que me sentir orgulho como se não fosse eu mesma.
No fim das contas, a conclusão que eu cheguei é que talvez uma terapia ainda seja necessária aqui, heim?

28 de fevereiro de 2010

Você que está aí dentro, me mostre o que devo fazer e não o que devo saber, ok?

Há dois dias estou com raiva de mim... é uma raivinha que vem e vai, começa e termina sem muito aviso.
Ela tem origem no meu cansaço de ficar escutando essa voz que insistentemente fala comigo.

Sabe gente aquele saber que você tem certeza que não sabe, mas que está dentro da sua cabeça?

Vou exemplificar:
Você recebe um telefonema e vai seguindo a conversa normalmente, sem mais nem menos você pergunta se a pessoa está doente. Não havia vestigios na voz da pessoa, mas você questionou e a pessoa confirma.
Alguns chamam de sexto sentido, de percepção aguçada e eu acho mesmo que tem alguém que fala isso pra mim dentro da minha cabeça.

Não sou louca, não tenho problemas neste sentido, não acho que eu tenho que seguir as orientações da voz misteriosa sem pestanejar e nunca fui abduzida nem colocaram um chip no meu córtex cerebral. Nada disso! Simplesmente, acho mais próximo, mais real PARA MIM acreditar que essa é uma voz que enxerga além...

Então... essa voz vem me dizendo, há tempos, coisas que eu não quero acreditar, que eu não quero ouvir, coisas que me magoam.
Fico puta da vida porque eu mesma me magoo em dois momentos: quando me digo essas coisas e quando não faço nada para mudar ou mesmo pra confirmar esse "conceitos".
Fico aqui, petrificada, morrendo de medo de confirmar o que a voz me diz e ao mesmo tempo tentando buscar os motivos do fundo da minha alma e, principalmente, do meu coração para não acreditar no que essa voz misteriosa e muitas vezes sábia está "tentando" me dizer.

No fundo eu quero que ela esteja enganada, mas ao mesmo tempo, tudo indica que esteja certa.

Essa questão está ligada diretamente a questão do conhecimento X responsabilidade, por que no momento em que eu sei (pois a voz me disse) eu me torno responsável e consciente das decisões que quero ou tenho que tomar.

O que eu gostaria de verdade, pensando bem mesmo, é que essa voz que sempre (na maioria das vezes) acerta em suas colocações não me mostrasse a análise da situação, não viesse com essa de me dar o "saber", o que eu quero é que ela me diga o que fazer.
Não quero tomar a decisão. É muito difícil, é cruel...
Quero que ela me mostre não só o saber, mas também o que fazer, será que é pedir muito?

Vai... leva toda a sabedoria pra longe de mim. Me deixa aqui como estou: iludida e talvez feliz. Ou feliz justamente por estar iludida.

Sei que estarei vivendo algo que sempre desprezei, sentimentos irreais, falsos e plastificados.

Mas se estou na dúvida só pode ser porque ainda não é o momento de agir.

Será que estou certa? Só esperando para ver e enquanto isso, tentando conviver...

25 de fevereiro de 2010

Depois de ser piegas... Volto a normalidade, só pra variar!

Gente, o que era aquilo na última postagem... Acho que tinha baixado o caboclo chorador em mim.
Visualizem a cena: um ser humano sentado no sofá da sala de casa, escrevendo em um blog, vendo Big Brother Brasil e chorando, chorando, chorando... Com a cara inchada, maquiagem borrada e meu cachorro Tobias (esse dá um blog a parte) olhando pra mim com cara de indagação.
Isso... podem rir, pq a cena é bizarra. Mas podem rir muito pq não é sempre que isso acontece...
Então, hoje estou muito, mas muito melhor, obrigada.

Quero escrever hoje sobre uma afirmação que fiz a uma amiga que por acaso copiei de uma música do Raul Seixa "Só pra variar".

A frase é: PENA EU NÃO SER BURRO, NÃO SOFRIA TANTO...

Faz tempo que quero conversar sobre essa constatação tão interessante.
O conhecimento é algo que vem repleto, mas cheio mesmo de responsabilidade.
Quem sabe paga caro...
Muitas vezes eu gostaria de ser burra para não sofrer tanto as conseqüências.
As conseqüências de saber que o homem é impotente, que tem limitações tão grandes, que alguns seres humanos são mto maus e que vc também pode ser. As conseqüências de entender que não se pode mudar o mundo e muito menos as pessoas. Que as pessoas mudam e que você também não pode fazer nada sobre isso. E pior que você mesmo muda e você não tem influência direta e talvez consciente sobre alguns aspectos do seu próprio corpo.
Aff... quanta coisa, né?
Ah... é bom ressaltar uma coisinha...
Não quero me gabar, não quero e não vou e não sou uma pessoa espertíssima, inteligentérrima. Não sou aquele tipo de gente que só de assistir uma aula ou ler algo já tem isso impregnado no cérebro.
Os conteúdos sempre tiveram que ser grudados, esfregados, empurrados a força pra se fixarem na minha mente, ou seja, sempre tive que me esforçar pra conseguir os conhecimentos, nunca foi fácil.
Aí, depois de tanto esforço eu descubro que ele tem mais responsabilidade do que diversão. Acho isso uma sacanagem!

Eu poderia ficar aqui horas discutindo sobre isso, mas acabei de saber que existe um livro sobre essa questão. Uma tal teoria do esclarecimento... Chique, né?
Então, essa mesma amiga irá me emprestar o livro. O lerei, oh oh... e depois venho contar o que significa esse negócio.

E assim o círculo vai só crescendo, o mostro vai se alimentando e a responsabilidade vem a galope dando carona às consequências...
Se não tem jeito, que assim seja!

Vamos ao conhecimento e mais percepções...


PS: Sei que o negócio de BBB não vale nada, mas é viciante, tá? Gosto de saber das brigas dos outros e não sou muito bizarra, tem muita gente que também vê, pode confessar...

23 de fevereiro de 2010

Pra tentar sair do ciclo... e pra definir o indefinível?

Eita pessoal... Pra contrariar todas as tendências, aqui estou de novo pra não deixar mais um projeto pra trás.
Há alguns dias quero escrever sobre uma dorzinha gostosa que muitas vezes sentimos.
Sei que essa vontade que tenho sentido tem um fundamento real, pois nesse momento, exatamente nesse instante posso perceber essa dorzinha dentro de mim.
(Garanto que se meus chefes lessem esse blog sentiriam um frio na espinha pensando: Essa menina tá doente de novo? PQP... kkkkk)
Não... eu não to doente. Na verdade não to doente fisicamente, minha doença é da alma.
Minha doença chama Saudade! Escrevo com letra maiúscula para exemplificar a maneira como percebo esse sentimento, como uma personificação de um momento, um alguém, uma ação, uma paixão... É a personificação do objeto da própria saudade que torna a Saudade o objeto em si.
Sou uma pessoa que tenho uma natureza saudosista. Sinto Saudade de muita, mas muita coisa mesmo...
Sinto Saudade da época da escola, das pessoas da infância (apesar de não sentir saudade da infância propriamente dita), da dança, da faculdade, das ilusões, das desilusões (pois elas fazem toda a diferença), dos suspiros e até dos espirros.
Sinto Saudade de tudo que vivi e fui feliz (no momento ou depois) e o pior...sinto Saudade de muita coisa que eu não vivi.

Ai, ai, ai...

O sentimento tá tão forte hoje que não vou conseguir acabar de escrever.

Como disse uma pessoa pra mim uma vez:
Hoje eu to muito sistimental... Então, é melhor não me cuntriar, ok?

Vou dormir e amanhã termino o texto com saudade, mas com mais vontade.

18 de fevereiro de 2010

Então... Mais um dia que termina...

Então... engraçado escrever agora... segunda postagem do blog e tô sentindo tanta vontade de escrever que não sei por onde começar.
Tá bom! Vou começar como se estivesse numa sessão de análise freudiana pós-humana psicolédicamente planejada.
Hoje meu dia foi tão estranho. Um nervosismo, uma falta de paciência, uma vontade insuportável de estrangular alguém. Se estão pensando: Essa aí tá na TPM. Estão redondamente enganados.
Fui fazer uma sessão de acupuntura e cheguei a uma conclusão interessante, ao menos pra mim.
Bem... eu sou uma pessoa que fala muito, como disse na postagem anterior, e também sou uma pessoa que não só gosta de falar, mas principalmente de "dialogar", como também foi colocado anteriormente.
Sim, tudo isso vcs e TODOS que convivem comigo desde sempre já sabem.
Então, qual foi a constatação interessante, desta cabecinha senil?
Eu percebi que detesto, tenho verdadeiro asco de quem atropela, acaba, finaliza qualquer esperança de um diálogo acontecer.
Sabe aquele tipo de pessoa que quando você começa a contar uma história ou simplesmente comenta algo supérfluo, cotidiano te interrompe?
Pois é... tenho vontade de dá-lhe um murrão da roça bem servido.
Na hora que isso acontece todo o entusiasmo ou simplesmente a vontade de compartilhar o comentário desaparece. Dá um desânimo.
Em geral, as pessoas com essa característica ainda tem a certeza de que estão agregando algo muito significativo com vc. Acredito até que muitas dessas pessoas não são realmente mal educadas ou loucas de pedra, mas simplesmente com um certo desajuste emocional que provoca esses rompantes de falta de percepção do outro.
Foda, né?
No fim das contas, hoje tirei proveito dessa situação e aprendi que ouvir é tão importante para mim (imagino que para muita gente tb) quanto falar.
Ah... e não to querendo dizer que os outros me ouvirem é importante pra mim (claro que é um pouco, né?), mas eu ouvir o que o outro quer e tem a me dizer é muito importante tb, pois somente assim aquele meu princípio da comunicação consegue seguir o seu ciclo.
A partir de hoje vou me policiar para perceber se eu tb não sou uma dessas pessoas que eu citei acima que tanto me incomodam. Quem sabe eu não estou olhando pra mim mesma, né?

Meta: tentarei ouvir mais do que falar ou pelo menos equiparar essas duas ações.

Depois eu digo como me sai...